Textualidades do contemporâneo em Manhã cinzenta, de Olney São Paulo e Ser tão cinzento, de Henrique Dantas
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Resumen
Diferentes são os modos como os textos se configuram e se relacionam uns com os outros, através de movimentos pertencentes a conceitos, de dialogismo/polifonia, de Bakhtin (1ª ed. 1929; 1997), de intertextualidade, de Julia Kristeva (1974), e pelas conexões intermidiáticas, estudadas por Irina Rajewsky (2012) e Clüver (2006). Nesse sentido, pretendemos analisar o conto “Manhã cinzenta”, escrito em 1966, que compõe o livro A antevéspera e O canto do sol (1ª ed. 1969; 2016) e o filme homônimo (1969), ambos de Olney São Paulo, juntamente com o documentário Ser tão cinzento (2011), de Henrique Dantas, buscando observar as conexões entre a palavra literária e a imagem cinematográfica; e, a partir desses conceitos, o trânsito/transe entre elas. Relacionamos à noção de contemporâneo de Agamben (2009), e a percepção do tempo fraturado e circular, cujo movimento de adesão e distanciamento, permite observar as continuidades e retomadas do jogo do poder, reforçadas pelas relações intertextuais/intermidiáticas dos textos analisados.
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