A Batalha do Apocalipse e a internet: repensando as novas formas de produção e circulação do livro de fantasia
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Resumo
Neste trabalho discutiremos questões relativas à circulação dos livros de fantasia brasileiros na era da Internet, por meio de um estudo de caso da obra A batalha do Apocalipse (2007), de Eduardo Sporh. Com base nas premissas levantadas por Jenkins (2009) acerca da cultura digital e das discussões de Schiffrin (2006) e Thompson (2013) sobre mercado editorial, além dos conceitos de campo defendidos por Bourdieu (1997), discorreremos sobre os processos que envolvem desde a produção até a circulação do livro de literatura nacional fantástica. Analisaremos ainda como o público participa de modo cada vez mais ativo desse desdobrar e como se dá o processo de manutenção de leitores, antes mesmo do lançamento da obra, ponderando sobre como os processos que perpassam um livro estão cada vez mais multifacetados, tendo em vista que o “ciclo tradicional” vem sendo remoldado. Concluímos que a revolução na comunicação promovida pelo advento da internet alcançou de maneira ímpar a produção e circulação de livros, de modo que o meio editorial foi remodelado não pela decadência dos livros impressos, mas pelas novas formas de circulação e publicação que foram fundamentais para que os mercados de nicho alcançassem vias mais amplas para percorrerem o caminho autor, editor e público.
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